O futuro do Brasil nas mãos de um juiz

Publicado: 24/09/2010 em Política Nacional

Aprendemos em nossas vidas que sentença judicial não se discute, mas se cumpre. É assim até em jogo de futebol. Quantas vezes achamos que o árbitro não foi imparcial, geralmente contra nosso time do coração, e o taxamos de desonesto, e tudo mais. Mas, o que ele decidiu, está feito. Assim também é na justiça que rege as nossas vidas, muito mais importante que a arbitragem de um simples jogo de futebol, que algumas pessoas tomam como suas proprias vidas. Hoje o Brasil está diante da decisão de um único juiz, que decidirá pela decência na disputa eleitoral, ou permitirá que continuemos avacalhados por políticos de péssimo hábito, mas com grande poder de convencimento.

Como o Minstro Eros Grau foi aposentado por idade, a 11ª cadeira está vaga, e caberá ao Presidente Lula da Silva indicar o novo ocupante, que deverá ser aprovado pelo Senado da República, após sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cicadania, hoje presidida pelo Senador Demóstenes Torres, de Goiás. Enquanto isso, nada se pode fazer, pois é necessário esperar a chegada de um novo integrante para desempatar a questão, o que trava o julgamento e gera um problema de insegurança jurídica no pleito de 2010.

A missão do novo ministro não é fácil. Ele terá que proferir um voto de qualidade, para desempatar o julgamento do recurso apresentado pelo Candidato ao Governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, barrado pela recém-aprovada lei da ficha limpa, que proíbe candidatos com condenações judiciais por um colegiado, ou que tenham renunciado a mandatos eletivos para tentar escapar de processos impetrados pelo legislativo. No caso de Roriz, a vedação do TRE tem base na renúncia de Roriz em 2007 ao mandato de Senador.

Inicialmente, o STF reconheceu a repercução geral da decisão, ou seja, o que for decidido para Roriz valerá para mais de 240 barrados pela lei Brasil afora. O Ministro-Relator, Ayres Brito, votou pela imediata aplicação da lei, e foi seguido pelos Ministros Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármen Lúcia. Se opuseram ao relator os Minstros Dias Toffoli, Cézar Peluso, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Celso de Melo. A questão ficou empatada. A ponderação do Ministro-Presidente, Cézar Peluso, de que a lei tem um vício de forma, por ter sido alterada pelo Senado da República e não votada novamente pela Câmara dos Deputados não foi o determinante. Todos reconhecem a lei, mas divergem sobre sua vigência, o que é exatamente a argumentação da defesa de Joaquim Roriz.

Enfim, o destino da moralização da política está nas mãos de um brasileiro que ainda não conhecemos. Está nas mãos do Presidente Lula da Silva, mais uma vez, o futuro do país, já que é o Presidente da República quem indica os Minstros do STF. Sua indicação poderá nos trazer um futuro melhor, com mais ética e moralidade política, ou poderá manter as portas abertas para candidatos sem escrúpulos, que não tem o menor pudor de iludir irresponsavelmente a população, e menos ainda de, depois de eleitos, se corromperem e comprmeterem o desenvolvimento do país como um todo.

Quem perde com a corrupção não são os políticos, mas eu e você, cidadãos, que somos obrigados a ver o assistencialismo barato fazer campanha milionária pintando o Brasil de cores agradáveis, como se aqui fosse o reino da pureza e da decência, surgidos na última década, por meio de um semi-deus que veio salvar o país da desgraça total, mas que mantém entre seus auxiliares – até que a imprensa denuncie, é verdade – gente que pratica tráfico de influencia, ou que quase quebra uma autarquia que detém monopólio de mercado.

Os brasileiros lutaram muito pela lei da ficha limpa. E agora está nas mãos de um único brasileiro o futuro da decência e da moralidade na política do Brasil.

Anúncios
comentários
  1. matahari disse:

    O Brasil tem que ser passado a limpo. Seja Azeredo, Lula, ou qualquer outro que exerça função pública e extrapola, metendo a mão no dinheiro do povo, tem que ser preso; retirado do meio social. Não tem essa de PSDB, PSB, PMDB, PT ou qualquer outro partido. “Ajoelhou, tem que rezar”. Não se brinca com dinheiro público. Ele representa o trabalho suado do homem pobre que paga imposto e também do rico que alavanca o progresso da Nação. É sagrado. São recursos a serem aplicados em beneficio da Nação que tanto necessita de saúde, educação, transporte, saneamento básico, moradia e segurança. Entretanto o que vemos são políticos petistas defendendo marginais condenados pelo Supremo como se essa gente fosse o Santo Salvador do Apocalipse. Prendam todos eles; Azeredo, Lula, Dilma, Luppi etc e teremos um Brasil progressista e limpo. Temos que dar exemplo aos futuros homens que comandarão a Nação pois somente assim sobreviveremos. É chegada a hora do acerto de contas. O resto é conversa fiada de politicagem…

  2. Einstein disse:

    Aqui jaz política brazileira…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s