Logística Frágil

Publicado: 10/03/2010 em Política Internacional
Tags:, , ,

Pessoal, esta Matéria de O Globo é muito interessante. Mesmo com o aclamado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Governo Federal ainda não conseguiu encontrar uma solução definitiva para o problema da logística, que encarece nossos produtos, deixando-os com uma menor margem de competitividade no mercado internacional. Isso é grave, pois sem um eficiente escoamento da nossa produção, não são fica difícil conseguirmos mercado para a venda dos produtos brasileiros, como também corremos um risco sério de perder mercados ja conquistados. Vale a pena conferir:

As chamadas commodities, mercadorias cujas cotações no mercado internacional estão atreladas a alguns padrões de referência, respondem por mais de 50% das exportações brasileiras. E entre estas commodities os produtos agropecuários têm participação expressiva.
No caso dos grãos, muitas regiões produtoras estão distantes dos principais portos. Assim, para se manter competitivo no comércio das mercadorias, o Brasil precisa de uma grande eficiência em sua logística. A infraestrutura de armazenamento e sistemas de transporte deve estar dimensionada para a possibilidade de uma redução de custos capaz de compensar a distância entre as regiões produtoras e os grandes mercados consumidores.
Mas essa infraestrutura adequada permanece muito aquém do necessário no país. O Brasil se prepara para colher a segunda maior safra de grãos da sua história — pouco mais de 143 milhões de toneladas —, e o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, vem manifestando preocupação com a qualidade de tal infraestrutura. Pior: por falta de “um plano estratégico de médio e longo prazos para o escoamento da produção e o abastecimento das necessidades agrícolas”, conforme frisou, o ministro Stephanes não vê perspectiva de solução para o problema.
O quadro é mais preocupante em relação a estados do CentroOeste. A ferrovia Norte-Sul certamente se tornará um importante corredor de escoamento, desde que melhorem as condições das vias de acesso aos entrepostos de embarque e desembarque. A pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém continua sob impasse, devido a temores de degradação ambiental das suas margens. E os projetos de hidrovias avançam lentamente por todo o país. O quadro não é muito diferente nos portos.
Embora o setor público tenha recuperado alguma capacidade de investir nos últimos anos, não houve mudança substancial nesse campo da administração Fernando Henrique para a de Lula.
Em ambos os governos, os investimentos em logística não foram representativos como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). É uma boa agenda para o próximo presidente.
O atual, que se beneficiou de um ciclo histórico de crescimento mundial, com reflexos positivos internos, preferiu aproveitar a grande expansão na coleta de impostos para privilegiar salários do funcionalismo, custeio da máquina de forma geral e o assistencialismo. O sucessor de Lula herda também este problema, parte importante do custo Brasil.
Fonte: O Globo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s