O problema no DF

Publicado: 01/03/2010 em Novidades Políticas
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Há algum tempo eu to querendo escrever algumas palavras sobre o grave caso de corrupção que ocorre no governo do Distrito Federal, minha terra natal, e que, apesar de não ser dos meu lugares preferidos, é a capital do Brasil e, em tese, deveria ser a mais exemplar de todas as capitais. Entretanto, não raras vezes vemos o nome de Brasília como pano de fundo para as bizzarrices da política no Brasil. Claro que nenhuma sociedade é perfeita, e não estou aqui falando que o Brasil deva ser melhor que outras nações mundo afora, mas notamos escandalos sucessivos ocorrendo dentro dos limites do quadrilátero do poder.

O ultimo, que envolve o Governador José Roberto Arruda, o Vice-Governador Paulo Octávio, vários Deputados Distritais, e talvez alguns magistrados é um dos casos mais escabrosos que tivemos conhecimento. O mais triste é saber que esta é uma ação advinda do governo anterior, de um homem que recebeu por quatro vezes a confiança do povo de Brasília para governar: O Sr. Joaquim Roriz, que se apresenta para seu quinto mandato à frente do GDF, com chances reais de vitória. Isso assusta, pois parece ue a impunidade reina em Brasilia, e os que mancham a política já não mais temem as sanções legais previstas na constituição da nossa República.

Aí é possível perguntar: Que país é este? Que pune severamente ladrões de galinhas, mas age brandamente em questões que envolvem crimes do colarinho branco; Que emerge como uma potência no cenário internacional, capaz de arbitrar conflitos complicados, mas que é incapaz de fazer sucumbir a corrupção nos seus próprios porões; Que fala em educação para todos, mas que também desqualifica uma geração inteira, subjugando-os e vendando seus olhos com benefícios sociais sem a exigência da contrapartida do cidadão, que não precisa melhorar nada em sua vida para receber bolsas-quaisquer-coisas…

Sinceramente, enquanto o Brasil não se voltar firmemente para resolver seu maior mal – a corrupção – dificilmente chegaremos a ser uma sociedade na melhor assepção da palavra. Seremos sempre o povo da excessão, onde todo político é corrupto, com excessão. Onde todo madeireiro é desmatador ilegal, com excessão. Onde todo o povo adora dar jeitinhos para as coisas, com raríssimas excessões.

Esse não é o Brasil que eu quero! É o que você quer?As eleições estão aí, e mais uma vez temos a opção de defenestrar más figuras da nossa representação. Vamos analisar bem as propostas, ver o que é cabível e o que é devaneio? Ou vamos entrar no perigoso jogo ideológico de uma eleição plebiscitária, que não vai levar ninguém a lugar algum? Pensem nisso, meus amigos. Um voto pode ser só mais um, assim como pode ser o decisivo! O poder é seu, não dos que o representam erroneamente.

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