Paraguai pode dizer não à entrada da Venezuela no MERCOSUL

Publicado: 21/12/2009 em Política Internacional
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Esta é uma boa notícia. Não porque a Venezuela seja um risco enquanto país ao MERCOSUL, mas porque o regime de Hugo Chávez representa este risco. Claro, quem perde com isso é o país e seu pequeno corpo empresarial, que tenta resistir ao duro regime imposto pelo Presidente daquele país. Se o Congresso brasileiro não foi capaz dar a necessária negativa ao populismo autoritário, talvez porque aqui experimentemos, em menor grau, claro, o mesmo regime, o Paraguai dará esta lição aos seus parceiros e ao mundo.
Paraguai veta a Venezuela no Mercosul

Presidente do Congresso paraguaio, Miguel Carrizosa, garante que só há possibilidade de adesão quando Hugo Chávez deixar presidência venezuelana.

ASSUNÇÃO – O Congresso do Paraguai não está disposto a aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul como membro pleno enquanto Hugo Chávez estiver na presidência. A posição foi confirmada pelo presidente do Parlamento paraguaio, senador Miguel Carrizosa, do partido opositor Pátria Querida.

O senador assegurou que “o problema não é a Venezuela e sim Hugo Chávez. Com um Mercosul frágil, como temos hoje, é muito perigoso ter um presidente com poder de veto como Chávez, sobretudo para os sócios menores do bloco”.

Após a aprovação do Congresso brasileiro, terça-feira, o Paraguai é o único país do Mercosul que ainda não deu sinal verde à incorporação da Venezuela ao bloco como membro pleno.

“Chávez reduziu a democracia a sua dimensão pessoal. Ele representa um grande risco para o Mercosul”, enfatizou o senador.

Hoje, o Senado do Paraguai realiza a última sessão do ano, e a entrada da Venezuela sequer está entre os assuntos a serem tratados. O governo do presidente Fernando Lugo retirou o pedido do Parlamento para evitar uma derrota no Senado, cenário que parece irreversível.

Dos 45 senadores paraguaios, apenas 17 se manifestaram a favor da incorporação plena do país ao Mercosul. Até mesmo o vice-presidente paraguaio, Federico Franco, do partido Liberal, admitiu que, com Chávez no poder, é quase impossível que o Congresso autorize o pedido.

Apesar de o governo Lugo defender a medida, Franco se opôs abertamente à posição.

Em Caracas, a aprovação no Senado brasileiro foi muito bem recebida pelo governo, mas despertou poucas expectativas entre economistas e empresários locais.

“A única coisa que esperamos é que, a partir de agora, o Mercosul controle um pouco mais o cumprimento das regras democráticas em nosso país”, disse Victor Maldonado, presidente da Câmara de Comércio da Venezuela.

Para ele, “não convém ao Mercosul incorporar plenamente a Venezuela, porque Chávez vai tentar transformar um projeto econômico em político”: “O presidente vai tentar controlar política e ideologicamente o bloco, será uma moléstia permanente”.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, divulgou congratulando-se com o Senado pela aprovação. De acordo com ele, com o ingresso do novo membro, o bloco passará a ter 270 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 trilhões.

Fonte: Jornal do Comercio

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