Mais uma vez o Presidente do Brasil, Lula da Silva, insiste em manter um incondizente linguajar para falar aos seus governados. Não falo do ultimo palavrão proferido pelo considerado grande líder latino americano dos últimos anos. Falo mesmo das mentiras ditas por ele ao longo dos seus quase oito anos de governo. O pior de tudo isso é que o povo do Brasil parece acreditar nessas mentiras. Aplaude-se o Presidente como se este fosse o salvador da pátria, quando, na verdade, o que ele deixará de legado é uma geração inteira de brasileiros perdidos. Gente que passou oito aos vivendo do assistencialismo improdutivo, e hoje não tem a mínima qualificação para se tornar produtivo, pois, se o governo Lula fosse um latifúndio, o MST certamente iria querer invadir, tamanha a inoperância administrativa que se vê (quem quer ver).

Comecemos falando do maior programa de infra-estrutura da história do Brasil, quiçá do mundo: O PAC. Não existe maior mentira. Não possui minimamente 10% concluído ou em obras. Além de ter sido totalmente desvirtuado da sua meta inicial. O que era para ser a resolução definitiva do problema do gargalo logístico do Brasil virou mote para projetos puramente eleitoreiros. Foi aí que surgiu o PAC da educação, o PAC da saúde, e até o famigerado PAC das cidades históricas. Enquanto o governo brinca dom a sigla, os brasileiros passam apuros em estradas esburacadas, aeroportos no limite da capacidade operacional, apagões elétricos, portos sucateados (O de Itajaí, que sofreu com a catástrofe do fim de 2008, sequer foi recuperado), e por aí vai.

Em termos de política econômica talvez resida o maior mérito do governo Lula. E existe porque se trata puramente do continuísmo, com a solidificação das reformas estruturais empreendidas pelos ex-presidentes Itamar Franco (1992-1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). Pois foi justamente esse continuísmo do Presidente Lula da Silva que fez com que o Brasil sofresse bem menos que os grandes países do mundo com esta última crise financeira internacional. Mérito dos ex-presidentes, mas mérito também dos gestores da política econômica do atual governo. Sem gente competente, certamente não haveria esse continuísmo, e tudo o que demoramos anos para conseguir seria jogado na lama.

O direcionamento do atual governo do Brasil em termos de política externa é o mais preocupante. Além de partidarizar o Ministério de Relações Exteriores (erro que dará muito trabalho ao próximo Presidente), o Presidente Lula da Silva inventou de se meter em questões muito complexas, nas quais o Brasil não possui tradição. Claro, em algum momento de faria isso, mas o confronto com Rússia, Estados Unidos e Alemanha é algo preocupante. Para defender o direito legítimo do Irã de produzir energia atômica, o Presidente do Brasil acabou criando constrangimentos com estes países, o que não é positivo. Com os Estados Unidos o problema é maior, pois foi no governo Lula que os norte-americanos perderam o status de maiores parceiros comerciais, o que é salutar para o Estado brasileiro, mas gera desconforto na maior potência mundial. Não obstante isso, o direcionamento do governo Lula em relação à atuação do Brasil na América Latina entra em choque com o pensamento dos Estados Unidos, uma vez que Lula da Silva privilegia relações com mandatários controversos, como Bolívia e Venezuela, enquanto mantém uma postura de gradual distanciamento (descolamento mesmo) de México, Estados Unidos e Canadá.

E falemos dos programas sociais. Não me cabe aqui ficar repetindo, como uma cantilena enfadonha, que o governo do Presidente Lula da Silva apenas mudou os nomes dos programas que formavam a rede de proteção social do governo de Fernando Henrique Cardoso. Isso é um fato. O bolsa-família é nada menos que a junção de programas federais já existentes com uma experiência bem-sucedida do então Governador do Distrito Federal Cristovam Buarque, chamada bolsa-escola. Mas qual o problema do bolsa-família? Ocorre que não se exige a famosa contrapartida do cidadão, para que este deixe o programa no futuro devidamente formado, para conseguir garantir seu sustento como fruto do seu trabalho. O problema é que surgem, a cada ano, mais e mais pessoas que não aprendem uma profissão, achando que o governo proverá eternamente seu sustento. E hoje temos cerca de 70% de vagas não-preenchidas em cursos profissionalizantes oferecidos por este mesmo governo. As pessoas não se interessam, porque não se vêem desafiadas a evoluir, e isso será visto apenas no futuro, com uma geração inteira perdida, por oito anos de um governo mais preocupado com sua própria perpetuação no poder que com as pessoas que deveria governar.

Enfim, na última semana, mais uma vez, o Presidente do Brasil, Lula da Silva, praticou seu esporte predileto: Fazer bravatas. Disse, sem meias palavras, que quer “tirar o povo da merda”. Não sei como, pois, embora os brasileiros estejam efetivamente deixando a linha da extrema pobreza, isso se dá muito por causa de um continuísmo de 17 anos, iniciado com o Presidente Itamar Franco. Foi uma conquista dos brasileiros sim, mas resultado de uma luta de vários anos, e não da boa vontade do semi-Deus Lula. O problema é que o Brasil esquece muito rapidamente sua própria história, o que dá margem, por exemplo, para que eventos vistos na ditadura militar possam formar um flashback de luxo nas largas avenidas de Brasília. Enquanto não aprendermos que governos não são feitos para dirigir nossas vidas, mas apenas para dar instrumentos para que possamos nos manter dignamente como humanos, não vamos mudar o quadro que aí está. E populistas autoritários continuarão governando, se enriquecendo com dinheiros em meias e cuecas, e fazendo o pobre povo de palhaço muitas e muitas vezes ainda.

Acorde, faça a sua parte, até para que você possa exigir do governo a parte dele!

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