A onda do momento é a idéia de sustentabilidade, e o grande desafio de tornar o desenvolvimento humano algo atrelado ao conceito de não-destruição do planeta. O que os governantes vêem discutindo ao redor do mundo vai muito além de plantar algumas árvores, com intuito de neutralizar o carbono que diariamente deixamos de presente ao nosso planeta. O fato maior é que não há mesmo como se dissociar do fato de que durante séculos, e principalmente no ultimo, nós dilaceramos o planeta. A idéia agora não é preservar a plantinha, pura e simplesmente, mas criar mecanismos para aproveitar melhor os recursos naturais que temos, gerando benefícios tanto para a natureza, que nos dá as condições de vida, quanto para os homens que vivem com ela neste planeta.

Muitos têm aclamado calorosamente a descoberta, por parte da Petrobrás, de um campo gigantesco de petróleo na camada pré-sal, dentro do mar territorial do Brasil. O governo do Presidente Lula da Silva é o mais entusiasmado, já que vê nisso a grande cartada eleitoral de quase oito anos de mandato. Tudo bem que o petróleo seja o motor de geração de novos postos de trabalho, assim como os demais combustíveis fósseis, mas privilegiar apenas a extração deste óleo em detrimento de diversas outras medidas que o governo precisaria tomar, visando o futuro da energia no Brasil, parece ser um grande erro que leva ao retrocesso. O que se faz necessário agora, muito mais que a preocupação com a camada pré-sal, é o desenvolvimento (e não apenas a discussão) de novas fontes de energia, chamadas limpas, para, sobretudo que não agridam o meio-ambiente, e que possam continuar mantendo a humanidade no caminho do progresso, sem, com isso, acabar com o mundo.

Em recente cúpula na costa oeste dos Estados Unidos, o Governador de Minas Gerais ressaltou a importância de que haja o desenvolvimento de energia “limpa”, e mostrou o caso mineiro, onde a CEMIG é pioneira na produção dessa energia por meio de fontes alternativas. Isso é bom, pois mostra que o Brasil está se preocupando em fazer sua parte, seja coibindo o desmatamento da floresta amazônica e dos demais biomas brasileiros, seja trabalhando para encontrar fontes diferentes das usuais, que geram demasiado impacto ambiental. E esta não é uma idéia nova, pois desde o ano 2000 a CEMIG vem estudando tecnologias que permitam recebermos energia vinda de fontes limpas, que podem ser renováveis ou ainda fósseis, quando implantou uma tecnologia mundialmente inédita: A geração de energia a partir de célula a combustível de polímero condutor iônico.

Claro que não será apenas com energia renovável que iremos “salvar” o planeta. Não adianta ter o pensamento apequenado de alguns, que dizem ser o homem o “lobo-mau” dessa história, e que é preciso salvar a borboletinha-da-caatinga, a qualquer custo, sem olhar que o gênero humano também precisa de cuidados. Não podemos deixar de lado o desenvolvimento humano para priorizarmos pura e simplesmente o plantio de diversas árvores, que deverão recompor o que o homem destruiu ao longo dos séculos. É preciso pensar em uma saída que combine o homem e a natureza, e o conceito de sustentabilidade vem exatamente daí, pois, ao pensar em uma interação humana com o meio ambiente, sem prejuízos para nenhuma das partes, se está pensando tanto na preservação da biosfera, quanto no desenvolvimento do ser humano, que está diretamente inserido na dinâmica do planeta, como um player de grande potencial.

Nesse sentido, a CEMIG está de parabéns. Ao longo de sua história, esta sempre foi uma empresa de vanguarda, sendo o maior patrimônio do povo mineiro, não apenas pelos ativos em bolsa, patrimônio material e pelo capital que arrecada, mas também por tudo o que oferece, desde o pioneirismo tecnológico da energia limpa, até o protagonismo já anunciado das transmissões de internet em banda larga pela rede de energia elétrica, que vai beneficiar não apenas as maiores cidades, mas, sobretudo aquelas que ainda enfrentam demasiada barreira para se conectar ao mundo da informação. É assim que Minas Gerais mostra ao Brasil como pensar no futuro, para que o Brasil possa mostrar ao mundo o quanto somos capazes de cumprir com nossas obrigações na luta pela boa relação homem-natureza, sem, para isso, sacrificar o desenvolvimento da vida.

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