As Coisas do Governo do Brasil: Projetos de poder não visam crescimento do Estado Brasileiro.

Publicado: 31/08/2009 em Política Nacional
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Realmente é complicado entender a forma como nosso país é gerido atualmente. Embora se tenha uma política econômica austera, no Brasil não temos um projeto de país. O estranho é que se entende que pessoas bem intencionadas ganharam as eleições e, portanto governam o estado brasileiro. As políticas não passam de projetos eleitoreiros, sem um horizonte de continuidade. É o que se faz para agora, mas que amanhã acaba.

Explico: O Bolsa-Família, carro chefe do governo do Presidente Lula da Silva, não tem regras claras para distribuição dos benefícios. Não há uma contrapartida da parte do cidadão beneficiado. É o “dar o peixe”, sem “ensinar a pescar”. Isso faz parte de uma noção de poder tão repudiada pelo nosso Presidente quando ele ainda era só o Lula, lá em São Bernardo do Campo. Segundo esta lógica, o cidadão fica eternamente agradecido e dependente do governo. Assim, fica fácil transformá-lo em massa de manobra, para atender ao único projeto de futuro do PT, que é a perpetuação no poder. Para não deixar de falar no grandioso PAC, o badalado programa de investimentos do Governo do Brasil, nem 20% dele saíram do papel. A grande maioria das obras encontra entraves no IBAMA, porque agridem vergonhosamente o Meio Ambiente.

A partir daí, qualquer voz que se levante contra o bondoso presidente é a voz dos que governaram o país através dos tempos, desde 1500, trazendo toda sorte de misérias e mazelas ao sofrido povo. Esse é o discurso. Quando se levantam sóbrias vozes, que preferem sair deste meio a continuar pactuando com este erro, como o Senador Flávio Arns, que não agüentou de vergonha da falta de caráter de um partido que representava a ética brasileira, e que não tem vergonha nenhuma em se aliar ao que há de mais arcaico na política, e salvar a pele de um senador, ainda que isso jogue de vez todo o legislativo no profundo descrédito junto ao eleitor.

O projeto de poder do PT é tamanho, que, para fazer de Dilma Rousseff a próxima Presidente do Brasil, se trabalha de todas as maneiras para afastar qualquer possibilidade de outra candidatura vinda da base do governo. O Presidente tentou convencer o sério Deputado Ciro Gomes a desistir, prometendo a ele o governo de São Paulo, e se viu sem ação na movimentação inusitada da batalhadora Senadora Marina Silva, retirada do Governo Lula por pressão dos ruralistas e da própria Dilma Rousseff, de migrar para o PV e ser uma presidenciável. A última arma governamental é mesmo tentar diminuir o ritmo dos bons governos do PSDB.

Em Minas, o Governador Aécio Neves trabalha, já em um segundo mandato, de forma tão competente, que conta com a melhor aprovação em uma pesquisa realizada em nove estados sobre satisfação da população. O governo colhe os louros da boa administração, e apresenta os resultados. 74% das crianças do ensino fundamental lêem e escrevem de forma satisfatória. O acordo de resultados transformou um elefante branco em um estado moderno e eficiente. Os índices de criminalidade reduziram a patamares de uma década atrás. Quase toda Minas Gerais já conta com energia elétrica. As cidades agora se ligam aos grandes corredores rodoviários por estradas asfaltadas.

Em São Paulo, o Governador José Serra faz uma ótima gestão principalmente porque este estado já é gerido por tucanos desde Mário Covas, em 1994, pois, a depender do governo federal, seria impraticável administrar São Paulo. A boa gestão dos recursos públicos paulistas permite ao Governador Serra manter uma boa administração, visto que ele sabe como poucos trabalhar bem o dinheiro público, coisa já vista pelo país quando ele foi Ministro da Saúde do Governo do Presidente Fernando Henrique. São Paulo conta com um sistema educacional de qualidade. É certo que ainda existem muitas coisas a se fazer, mesmo em um estado tão rico quanto São Paulo, mas o possível é eito, e o governador tem uma ótima avaliação junto à população.

Com tudo dando certo para os principais adversários para o projeto de poder do PT, decidiu o governo, então, complicar um pouco as coisas. No início do ano o Presidente Lula da Silva fez uma substancial alteração no repasse dos recursos da CIDE aos estados, deixando os projetos com recursos empenhados a ver navios. Em Minas Gerais, isso gerou um problema grave a um dos principais projetos estruturadores do governo, o PROACESSO. É que para receber os recursos da CIDE, os estados precisam apresentar os projetos no ano anterior. Então, vários acessos ficariam prejudicados, se o Governador não tivesse trabalhado para conseguir os recursos, de modo a manter o desenvolvimento do plano de governo.

Esta semana, o Presidente anunciou cortes no orçamento e tirou do governo mineiro R$ 300 milhões. Segundo o portal uai, “O governo federal cancelou 100% dos recursos que iriam para o semi-árido e para ações de infra-estrutura em Montes Claros, no Norte do Estado e 90% dos recursos que seriam destinados ao ensino superior das entidades estaduais (UEMG e Unimontes). O maior valor que havia sido orçado para trechos rodoviários entre São João del Rei e Lavras, nas BR’s 381 e 265, perdeu 71,4% da dotação, passando dos R$ 56 milhões iniciais para cerca de R$ 16 milhões.” Além desses corte nos investimentos, o governo resolveu cortar as emendas parlamentares, que são recursos destinados a ações sociais que visam colaborar para o desenvolvimento dos municípios, gerando um crescimento da qualidade de vida dos habitantes. O Presidente, claro, poupou os parlamentares da sua base, não efetuando cortes para regiões administradas por aliados.

Estas coisas é que nos fazem pensar bem em que tipo de sociedade nós desejamos. Na verdade, nós, os cidadãos, acabamos sendo responsáveis quando depositamos nossos votos nas urnas. Se agimos de modo descompromissado e irresponsável quando votamos, é injusto reclamar quando vemos a sujeira que hoje corrói a vida política. Quando temos a possibilidade de escolher entre a responsabilidade das ações e a facilidade dos benefícios governamentais “de mãos beijadas”, e escolhemos a segunda opção muito por conta da dificuldade que a primeira opção encontra para apresentar resultados palpáveis, especialmente quando se trata de um projeto de longo prazo, não podemos nos queixar ao vermos um Congresso – que deveria representar a verdadeira voz do povo – ser esvaziado e jogado aos porcos sem o menor pudor por parte de um governo autoritário mascarado de democrático.

Em Minas Gerais, em 2002, o povo fez uma opção pela boa gestão. É certo que a primeira eleição do Governador Aécio também levou um certo ar de nostalgia e saudosismo do Presidente Tancredo Neves, mas sua reeleição com mais de 70% dos votos só veio confirmar que o povo de Minas Gerais fez a opção pelo projeto de longo prazo que visa transformar este estado no melhor lugar o mundo para se viver, com a meta de cumprir esta perspectiva em 2020.

Então, se é assim, será que o Brasil não merece também fazer essa opção?

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