Há cerca de uma semana o PMDB obteve uma das maiores vitórias de sua longa história, ocupando a presidência das duas maiores casas legislativas do Brasil (A ARENA morreria de inveja se ainda existisse). O ex-presidente da República, José Sarney, assumiu pela terceira vez a presidência do Senado Federal, e o Deputado Michel Temer assumiu – também pela terceira vez – a presidência da Câmara dos Deputados. Até aí tudo bem. Em termos, mas tudo bem.

Inicialmente vamos tratar do PSDB. O fato é que a vitória dupla do PMDB embaralha de novo o ninho tucano. Tudo porque o posicionamento dos dois postulantes à vaga de candidato do partido à Presidência da República foi diferente. E, neste caso, o Governador de Minas Gerais se saiu melhor. Vejamos:

O Governador de São Paulo, José Serra, se posicionou (e mandou o PSDB) a favor do Senador petista Tião Viana. Serra e Sarney não se entendem desde 2002, quando a família Sarney atribuiu a Serra a pulverização da candidatura presidencial de Roseana Sarney, o fato que levou o PMDB a apoiar José Serra, a contragosto de José Sarney, depois do rompimento do antigo PFL com o PSDB e o governo Fernando Henrique. A recondução de José Aníbal à liderança do PSDB também pode ser considerada um sério desgaste ao governador paulista, pois gerou um novo conflito interno no ninho tucano.

Por outro lado, o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, manteve neutralidade, dizendo que deveria ser respeitada a praxe interna que reza que a maior bancada tem o direito às presidências tanto da Câmara dos Deputados como do Senado Federal. E o PMDB é o maior partido nas duas casas. Aécio ainda conta com a simpatia dos líderes nordestinos do PMDB nos principais colégios, como Pernambuco, Bahia e Maranhão. Com isso, o governador mineiro conseguiu neutralizar o jogo depois de ficar por baixo na preferência com a jogada política de José Serra, que trouxe Geraldo Alckmin – que até então preferia Aécio e as prévias internas, e depois do cargo no governo paulista mudou o discurso – para o seu lado.

O PMDB certamente definirá os rumos da disputa presidencial de 2010. O apoio aos tucanos ou ao PT dará força para o candidato. Por isso o Presidente da República, Lula da Silva, passou por cima dos interesses petistas no Senado Federal e avalizou essa polarização de poder nas mãos do PMDB. É tudo para não perder o apoio à favorita presidencial, Dilma Rousseff. Sem o apoio do PMDB, a ministra-chefe da Casa Civil tem um sério risco de ver sua candidatura naufragar antes mesmo de zarpar na corrida eleitoral. E sem o apoio do PMDB, até candidaturas como a de Ciro Gomes fica prejudicada, ainda mais se este partido (PMDB) de aliar ao terceiro maior partido político do Brasil, o PSDB (Segundo o total de eleitores nas últimas eleições – TSE). Aí a candidatura Dilma fica meio que inviável. José Serra ou Aécio Neves, com o apoio do PMDB, vencem tranquilamente a eleição para suceder o Presidente Lula da Silva.

Ou seja, caro leitor, quem quiser o PMDB como parceiro vai precisar barganhar muito bem o que tiver a oferecer!

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