O mundo inteiro em: “A CRISE”

Publicado: 11/12/2008 em Política Internacional

O mais novo desarranjo econômico-político-social do mundo capitalista (hoje Isso é sinônimo de mundo inteiro), comumente apelidado de “A CRISE”, vem atormentando a mente não apenas de grandes executivos dos países desenvolvidos, bem como toda a população – incluindo-se aí os habitantes de países pobres ou semi-pobres (os países em desenvolvimento) – que ora pensa duas vezes antes de contrair dívidas.

É interessante o fato de um problema interno de um país (Estados Unidos) ser capaz de afetar todo um sistema econômico ao redor do globo. Desde 2001, os estadunidenses só viram guerras pela frente. Foram grandes problemas diplomáticos envolvendo picuinhas familiares (Os Bush x Saddam Hussein), ou antigas paredes do arcaico e superado comunismo, como a Coréia do Norte e Cuba. Isso tudo além de desentendimentos com o pseudo-Stalin da América do Sul e seus bonequinhos que “comandam” nações vizinhas. Enfim, neste século, os norte-americanos viram uma política externa altamente belicista, enquanto a política interna naufragava paulatinamente num mar de lama, ou numa areia movediça difícil de sair.

E, assim como nos Tigres Asiáticos, na Rússia, no Brasil e na Argentina, o sistema capitalista em velocidade máxima se mostrou extremamente prejudicial e frágil também na nação mais poderosa do mundo, afetando diretamente seus amiguinhos europeus, e os poderosos Japão e China. Daí para se alastrar e contaminar as economias pujantes de Índia e Brasil, além das fracas nações africanas foi um verdadeiro pulo. O fato é que “a crise” não começou no mês de Outubro deste 2008, mas no dia 04 de novembro de 2000, quando os estadunidenses “elegeram” o texano George Bush como seu líder máximo. Se com Al Gore as coisas seriam melhores, eis aí uma dúvida que nem a história é capaz de sanar. Agora, Barack Obama ( que não é o Superman do século XXI) terá a dura missão  de colocar as coisas nos trilhos, depois de oito anos de erros em cascata.

No Brasil, a crise de 1999, que obrigou o Presidente Fernando Henrique Cardoso a desvalorizar a moeda, dentre tantas outras ações, acabou levando o metalúrgico Lula da Silva à cadeira presidencial em 2002. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos este ano. Lógico que certamente de modo invertido. Depois de constatarem o erro da eleição do populista-bélico George Bush, os americanos apostaram todas as fichas no carismático-ao-cubo Barack Obama. A péssima rota da economia dos Estados Unidos foi o que levou Obama ao posto histórico de primeiro presidente negro da história do povo estadunidense, e não a desastrosa (e mentirosa) invasão no Iraque.

Se Obama irá navegar em céu de brigadeiro, como fez Lula da Silva nos últimos seis anos, só o futuro pode dizer. E todos esperam que no dia 21 de janeiro de 2009, “a crise” acabe para o bem do bolso de todo mundo. Se Obama fizer com que “a crise” tenha um fim rápido, será certamente o novo Messias que Deus mandou para salvar a humanidade de todo o mal. É melhor cada um começar a pensar que economia não é só guardar dinheiro no banco e ganhar uns juros ao longo do tempo. Para o bem do mundo!!!

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