Barack Obama: Uma nova roupagem para uma velha história

Publicado: 28/11/2008 em Política Internacional
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A vitória de Barack Obama nas últimas eleições dos Estados Unidos da América foi repleta de idealismos. É o primeiro negro a chegar ao máximo poder. É a volta dos Democratas ao executivo dos EUA. É a quebra (na cabeça de muitos) da velha política norte-americana. Enfim, é a velha história do grande herói que chega para salvar o mundo.

 

Os Democratas (partido norte-americano) estão muito contentes de reconquistar o poder máximo dos EUA. Mais feliz ainda está o casal Clinton, já que a ex-primeira-dama Hillary Clinton será a próxima Secretária de Estado, ou seja, a chefe da diplomacia estadunidense, substituindo a republicana Condoleezza Rice.

 

Anuncia-se um belo e grandioso plano para combater a grave crise econômica mundial. No frigir dos ovos, Obama será como todos os outros presidentes dos Estados Unidos: Um grande conservador. Ele está tentando fazer o que Roosevelt, na década de 30, fez para tirar os EUA do atoleiro, depois do Crash das bolsas em 1929. Só que os EUA de 2008/09 não são nem de longe os EUA de 1930. A economia está muito mais complexa que naquela época, interligada com as diversas economias do mundo.

 

O Presidente-Eleito, Barack Obama, em recentes entrevistas, deu a entender que quer isolar os americanos, para que, dessa forma, consiga debelar o desemprego. Só esqueceu-se de contar para ele que não dá mais para nos isolarmos do mundo. Nem Cuba consegue ser assim. A política interna dos Democratas historicamente é conservadora, e, até certo ponto, radical.

 

O jeito mais fácil, na mentalidade dos tomadores de decisão dos EUA, é impedir a imigração ilegal (e, se possível até a legal também), para que os próprios estadunidenses possam ir para os trabalhos que hoje são dominados pelos latinos, pelo próprio desprezo dos nativos deste país por estes postos nos tempos das vacas gordas.

 

Para o Brasil essa idéia é demasiada ruim. Não por conta dos imigrantes ilegais que hoje são o maior problema que as diplomacias têm que resolver. O problema agora é que para incentivar a indústria nacional, Obama deve aumentar os subsídios nos EUA. Isso atrapalha muito as exportações brasileiras para este país, o que prejudicará nossa balança comercial, que é o que tem sustentado e mascarado o governo do Presidente Lula da Silva nos últimos seis anos.

 

Portanto, se o novo Presidente estadunidense fechar ainda mais os EUA, nós vamos sofrer diretamente as conseqüências. Nem o pré-sal, nem o etanol são capazes de salvar nossa balança comercial se o nosso maior parceiro internacional fechar ainda mais a estreita porta que tem conosco.

 

Pense nisso!

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